Uma das grandes dúvidas sobre o futuro do trabalho diz respeito à extinção de algumas profissões devido às novas tecnologias. Mas afinal, quais funções estão realmente ameaçadas?

Ainda não existe uma clareza total quando o assunto é futuro do trabalho, porém, várias pesquisas têm apontado caminhos. Certos empregos já vivem uma fase de declínio e podem desaparecer nos próximos anos. Por outro lado, há carreiras que ganham espaço no mercado e devem ser ainda mais valorizadas perante às novas dinâmicas de trabalho.

Quais profissões devem perder espaço

O avanço da inteligência artificial e da automação proporciona novas facilidades em nossa vida. Mas há casos em que funções antes exercidas por pessoas podem ser totalmente substituídas por máquinas. 

Um caso claro dessa passagem de bastão é o dos carros autônomos, que tendem a tirar quase totalmente o espaço dos motoristas. Algumas gigantes da tecnologia estão em fase avançada de testes e já colocaram parte de suas frotas para rodar. Milhões de pessoas terão de repensar suas carreiras, pois a função de motorista é uma das que mais emprega no mundo.

Há outras profissões que a inteligência artificial caminha para assumir o posto por completo. Operadores de telemarketing, por exemplo, têm sido substituídos progressivamente por chatbots. Em muitos casos, os robôs conseguem desempenhar até melhor do que as pessoas.

Outra atividade que pode ser delegada às máquinas é o de assistente legal, que realiza algumas atividades burocráticas em escritórios de advocacia. Com o avanço da tecnologia, robôs podem assumir esse papel com maior eficiência e agilidade.

Quais profissões se mantêm

A automação tem conquistado espaço, mas, até o momento, ela não ameaça tantas profissões assim. Algumas carreiras seguem bem seguras, porque nenhuma máquina dá sinais de que conseguirá desempenhar certas funções. 

Uma dessas profissões seguras é a de cabeleireiro. Pois é, aquela pessoa habilidosa que faz os cortes precisos para agradar cada cliente seguirá com muito espaço no mercado. Basta pensar no perigo em colocar um robô com uma tesoura tão perto da sua cabeça, não é mesmo?

Os profissionais de saúde também estão com o seu lugar garantido, por enquanto. As análises complexas e a avaliação das particularidades dos pacientes afastam a inteligência artificial. Por outro lado, tecnologias como a telemedicina já exercem papel importante na saúde.

Muitas pessoas imaginam que as máquinas, sozinhas, logo tocarão grandes fábricas. Mas não é bem assim. Os técnicos em infraestrutura e gestores têm a importante atribuição de coordenar equipes, que podem ser compostas por pessoas e robôs.

O que as máquinas não são capazes de substituir?

Além das profissões citadas acima, outras carreiras podem se manter sólidas nas próximas décadas. Como saber quais estão nessa lista? A dica é prestar atenção em duas habilidades fundamentais que, até o momento, as máquinas não são capazes de apresentar.

  • Criatividade: a primeira delas é a criatividade, a capacidade de pensar fora da caixa. A inteligência artificial é programada para executar tarefas, mas ainda não tem condições de criar e ter ideias de forma espontânea.
  • Empatia: a capacidade de olhar para o outro e compreender a sua dor ou dificuldade é algo distante do universo das máquinas. Os seres humanos têm a sensibilidade para demonstrar empatia, algo que a inteligência artificial parece muito distante de atingir.

Previsões não podem ser vistas como verdade absoluta

As tendências que apresentei até aqui devem ser observadas com atenção, mas não recomendo que você tome essas ideias como verdade absoluta. Muitas previsões se mostram imprecisas com o passar do tempo. Quer ver um exemplo?

Na década de 1930, o economista John Maynard Keynes – referência histórica em macroeconomia – apontou que a automação faria com que as pessoas tivessem de trabalhar menos de 20 horas por semana já no início do século XXI. Sabemos que isso não se confirmou e que, por enquanto, a maioria das pessoas trabalha pelo menos 40 horas semanais.

A previsão feita por Keynes demonstra como não há como estabelecer verdades de forma prévia. Em português claro, ninguém tem bola de cristal.

Ainda assim, as tendências que eu trouxe no post de hoje são pautadas por pesquisas e merecem a sua atenção.

O futuro do trabalho é agora!

Pensar sobre o futuro do trabalho é um exercício saudável e nos ajuda a buscar caminhos criativos para nos mantermos atualizados. Um desses caminhos é o do empreendedorismo, que eu resolvi trilhar já na minha adolescência. Você já teve o seu próprio negócio? Pensa em começar um? Criei o ELS (Empreendedor Life Style) para ajudar você a ter uma empresa sólida sem precisar sacrificar sua qualidade de vida. Saiba como!