As relações de trabalho se transformaram ao longo das gerações e, atualmente, vivem uma importante fase de transição. Se você está ligado em inovação e empreendedorismo, deve ficar de olho no que chamo de tríade da mudança no trabalho (ou nova tríade do trabalho).

Essa denominação surge a partir de três pilares que sustentam a transformação à qual me refiro. O trabalho está mudando e mudará ainda mais nos próximos anos. A tríade consiste em três Ws: work, workforce e workplace. 

Como sou bastante ligado em inovação e empreendedorismo, este novo momento das relações de trabalho e da forma como nos relacionamos com ele me interessa muito. A seguir, vou explicar como devemos interpretar a tríade da mudança no trabalho.

O que está em transformação?

Quando eu falo em tríade da mudança no trabalho, quero dizer que os processos e atores envolvidos estão em fase de transformação. Work é o trabalho em si, o tipo de função que o mercado oferece às pessoas. Workforce diz respeito a quem executa o trabalho, a mão de obra disponível. Por fim, workplace se refere aos locais em que o trabalho é executado.

Compreender a mudança sob a ótica individual de cada um desses três pilares nos ajuda a ter uma melhor visão do todo. Veja o que muda exatamente em relação a essa tríade.

1- Work: colaboração entre homem e máquina

O trabalho propriamente dito está em plena transformação, à medida que novas tecnologias são incorporadas à indústria e certas funções se tornam obsoletas. A mudança no conceito de trabalho passa pelo grau de automação que cada segmento é capaz de implementar.

Certos mercados conseguem delegar às máquinas tarefas antes feitas por pessoas. A inteligência artificial, em muitos casos, executa atividades com maior precisão e menor tempo do que um ser humano. 

No entanto, a mudança no trabalho é mais complexa do que a simples substituição de homens por máquinas em determinadas funções. Os robôs e a inteligência artificial de forma geral não são capazes de mimetizar todas as atividades humanas. Mais do que isso, elas não têm o feeling para tomar certas decisões.

O cenário em que homens e máquinas convivem harmoniosamente é uma tendência crescente. Da mesma maneira que as tecnologias nos ajudam a cumprir atividades profissionais, novas ferramentas atuarão de forma colaborativa com as pessoas. 

Por trás de uma ou de várias máquinas, há alguém que faz os julgamentos necessários e mantém as engrenagens em funcionamento. Habilidades como comunicação, resolução de problemas, design e interpretação são essencialmente humanas e seguirão muito valiosas nas próximas décadas.

2- Workforce: o triunfo do talento

A força de trabalho disponível no mercado também passou por mudanças nas últimas décadas. Uma das tendências observadas foi a especialização como forma de se diferenciar e conquistar espaço em mercados concorridos.

A grande transformação em workforce decorre dessa busca pela diferenciação. Empresas buscam as pessoas certas para executar tarefas específicas para as quais estão amplamente credenciadas. O regime tradicional de contratação vive um declínio e os trabalhadores buscam formas de utilizar as suas habilidades da melhor maneira possível.

Como se manter ativo em um cenário de extinção dos contratos formais de trabalho? Os talentos individuais serão mais valorizados a partir de agora, pois as empresas procuram pessoas aptas a resolverem problemas específicos. 

Os talentos individuais também serão progressivamente relevantes para os chamados gig workers. Gig nada mais é do que um bico, um talento que você tem e que pode ser empregado para resolver o problema de uma ou mais pessoas, o que gera uma renda extra. Os bicos e freelances têm crescido bastante nesse cenário de pulverização do trabalho. As pessoas buscam por soluções específicas a um custo acessível, justamente a lacuna que os gig workers preenchem.

3- Workplace: o trabalho já não acontece em um só lugar

A ideia de pulverização do trabalho com a força de trabalho mais independente se reflete em onde as atividades profissionais são realizadas. O workplace tradicional é o escritório, a fábrica, a fazenda, grandes espaços onde as pessoas se reúnem diariamente para executar suas tarefas.

Atualmente, esse modelo já está em fase de transição e isso continuará mudando nos próximos anos. Basta pensarmos nas empresas que contratam freelancers para realizar atividades em suas próprias casas. A tecnologia (computadores e smartphones) criou essa facilidade para as relações de trabalho.

O workplace seguirá em direção a interações cada vez mais virtuais, com uma menor necessidade de presença física do colaborador na empresa. Tecnologias como realidade virtual e realidade aumentada aperfeiçoam essas relações virtuais e permitem que atividades profissionais sejam realizadas sem qualquer prejuízo à qualidade por não haver o contato físico.

Você se interessa mesmo por inovação e empreendedorismo?

A tríade da mudança no trabalho, que é uma tendência importante para os próximos anos, deve ser encarada como uma oportunidade pelos empreendedores. Se você se interessa pelos temas inovação e empreendedorismo, acompanhe os meus conteúdos aqui no Empreender Life Style (ELS) e confira tudo o que a minha nova plataforma pode proporcionar. Até a próxima!